RELATO DE CASO DE PACIENTE COM QUADRO DE ERITROMELALGIA

RELATO DE CASO DE PACIENTE COM QUADRO DE ERITROMELALGIA

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PO481 REDUC¸ÃO NA VELOCIDADE DE INFUSÃO DE INFLIXIMABE POR UMA HORA EM PACIENTES REUMÁTICOS HABITUADOS A 2 HORAS POR MAIS DE DOIS ANOS DE TRATAMENTO M.R.M. Carvalho, H.M.S. De Carvalho Hospital de Base do Distrito Federal, Brasília, DF, Brasil Palavras-chave: Infliximabe; Reac¸ão infusional; Velocidade de infusão. Introduc¸ão: Infliximabe é um anticorpo monoclonal quimérico humano-murino infundido durante duas horas. Seu uso prolongado pode induzir a formac¸ão de anticorpos resultando em reac¸ões adversas ou infusionais. Apenas dois estudos foram realizados exclusivamente com pacientes reumáticos em uso de infliximabe por uma hora sendo um deles uma carta ao editor o que nos motivou a escrever esse trabalho. Objetivo: Avaliar reac¸ões adversas e/ou infusionais ao Infliximabe quando reduzimos o tempo de infusão para uma hora em pacientes reumáticos submetidos a velocidade de infusão de duas horas por mais de dois anos sem pré-medicac¸ão. Metodologia: Vinte e nove pacientes entre 34 e 73 anos (19 portadores de espondiloartrite, 7 com artrite reumatoide, 3 com Artrite Psoriásica) em tratamento com Infliximabe (produto original) na velocidade de infusão de 2 horas por 7,1 anos em média (2-12 anos) foram submetidos a infusão com velocidade de 1 hora sem medicac¸ão pré-infusional e foram avaliados quanto a presenc¸a de reac¸ões infusionais, eventos adversos além de questionados quanto ao grau de satisfac¸ão com essa mudanc¸a. Resultados: Não foram observadas reac¸ões infusionais ou efeitos colaterais. 100% dos pacientes ficaram satisfeitos com o melhor aproveitamento do tempo. Conseguimos atender mais pacientes dispensando o encaminhamento para clínicas conveniadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Conclusão: A infusão de infliximabe em pacientes portadores de doenc¸a reumática é segura e bem tolerada quando realizada durante 1 hora mesmo nos pacientes habituados ao tempo padronizado de 2 horas por mais de 2 anos. Não requer medicac¸ão pré-infusional nem período de observac¸ão após a infusão aumentando a capacidade de atendimento no centro de infusão, dispensando o encaminhamento à rede privada conveniada ao SUS.

refer ê ncias

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http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.378 PO482 RELATO DE CASO DE PACIENTE COM QUADRO DE ERITROMELALGIA M.A.B. Giordano, M.N.P. Arantes, D.V.P. Roma Faculdade de Medicina em São José do Rio Preto (FACERES), São José do Rio Preto, SP, Brasil Palavras-chave: Eritromelalgia; Eritema; Dor. Introduc¸ão: Eritromelalgia é uma síndrome clínica rara, caracterizada por calor, rubor e dor intermitente nas extremidades. O resfriamento local e o uso do acido acetilsalicílico provocam alívio dos sintomas, enquanto o aquecimento intensifica o desconforto. A desordem pode ser primária ou idiopática, ou secundária a distúrbios hematológicos e doenc¸as vasculares inflamatórias e degenerativas. A etiopatogenia ainda não é conhecida. Relato de caso: Relata-se o caso de uma mulher de 60 anos que procurou o servic¸o de emergência com queixa de hiperemia, calor e dor na região da 3 articulac¸ão metacarpofalangeana da mão direita. Devido a localizac¸ão e manifestac¸ão clínica, paciente foi inicialmente tratada com antiinflamatório e encaminhada para investigac¸ão em consultório de reumatologia. Ao exame físico apresentava hiperemia e aumento de temperatura no local, sem evidencia de sinovite. Foram realizados exames laboratoriais como o FAN, fator reumatoide, ácido úrico, provas inflamatórias, hemograma, sorologias contra hepatite B, hepatite C e HIV não sendo observado nenhuma alterac¸ão. Foi atribuído à paciente o diagnóstico de eritromelalgia primaria. Realizado tratamento com acido acetilsalicílico (AAS) 100 mg ao dia e resfriamento do local e a paciente apresentou remissão completa dos sintomas com posterior suspensão da medicac¸ão. Após 2 meses, a paciente apresentou novo episodio, desta vez, com eritema pronunciado em cotovelo direito sendo reiniciado o tratamento com AAS 100 mg ao dia e resfriamento no local. Após 7 dias houve remissão completa dos sintomas. Optado por manter o uso continuo do AAS e posteriormente não foi observado recorrência do quadro. Conclusão: O diagnóstico é eminentemente clínico. Não há consenso na literatura sobre o tratamento da eritromelalgia. No caso apresentado, houve melhora dos sintomas com o uso do AAS na dose de 100 mg ao dia. No entanto, há descric¸ões na literatura do uso de antidepressivos tricíclicos, beta-bloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio com beneficio no tratamento clínico.

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refer ê ncias

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http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.379 PO483 DOENC¸A DE STILL DO ADULTO GRAVE COM REMISSÃO APÓS TOCILIZUMABE: RELATO DE CASO J.P. Lima Jr., J.P.S. Andrade, J.M.C.A. Garcia, A.L.M. Villela, G.S. Campos Hospital Márcio Cunha, Ipatinga, MG, Brasil Palavras-chave: Doenc¸a Still do adulto; hiperferritinemia; tocilizumabe. Introduc¸ão: A Doenc¸a de Still do Adulto (DSA) é uma desordem inflamatória caracterizada por febre diária, artrite e erupc¸ão cutânea evanescente. Sua etiopatogenia ainda é desconhecida. Incidência anual estimada de 0,10 casos por 100.000 pessoas. Apresenta distribuic¸ão igual entre os sexos e picos bimodais (15 - 25 e 36 - 46 anos). Descric¸ão do caso: Feminino, 27 anos, previamente hígida, evoluindo há 7 dias com poliartralgia, febre, eritema róseo salmão, mialgia, linfonodomegalia e odinofagia não supurativa. Provas de atividade inflamatória elevadas, ferritina sérica > 40.000 mg/L, anemia e leucocitose. Provas reumatológicas negativas, causas infecciosas excluídas e exames de imagem sem alterac¸ões. Diante dos sinais e sintomas apresentados associados a hiperferritinemia, o diagnóstico de Doenc¸a de Still do Adulto foi estabelecido. Apesar do uso de glicocorticoides em pulsoterapia, a paciente mantinha alta atividade inflamatória sistêmica, sendo iniciado Tocilizumabe, evoluindo com melhora clínica e laboratorial. Discussão: A DSA apresenta curso clínico que pode ser dividido em três principais padrões: monofásico (durac¸ão de semanas a meses); intermitente com remissões completas entre os episódios e crônico com doenc¸a persistentemente ativa. As principais características clínicas incluem febre, erupc¸ão cutânea e artrite ou artralgia, além de mialgia, faringite não supurativa, linfadenopatia e esplenomegalia, dentre outros. Os achados laboratoriais incluem aumento de proteína C reativa e velocidade de hemossedimentac¸ão, ferritina e anemia. Formas leves respondem ao uso de antiinflamatórios

não esteroidais e glicocorticoides. Apresentac¸ões moderadas e graves necessitam de glicocorticoides ou até imunobiológicos, como apresentado pela paciente, pois não houve remissão com corticoterapia. Diante desse contexto, tornou-se necessário o emprego de imunobiológicos, como o Tocilizumabe, para enfim obter remissão da doenc¸a. A importância deste relato de caso está no fato da DSA ser rara, ter apresentac¸ão clínica inespecífica e em alguns casos, manejo terapêutico difícil.

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http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.07.380 PO484 DOENC¸A RELACIONADA À IGG4 – UM DESAFIO DIAGNÓSTICO: RELATO DE CASO K.H. Brito a , L.A.F. Manuel a , K. Daniotti a , M.S. Schaeffer a , J.M. Hoppe a , E. Funes b a Hospital de Base/Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), São José do Rio Preto, SP, Brasil b Fundac¸ão Faculdade Regional de Medicina (FUNFARME), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), São José do Rio Preto, SP, Brasil Palavras-chave: IgG4; Autoimunidade; Fibrose.

Introduc¸ão: A Doenc¸a Relacionada à IgG4 (IgG4 – DR) é uma condic¸ão imunomediada que pode afetar múltiplos tecidos orgânicos com tumefac¸ões e fibrose, chegando à falência. Apesar de descrita em 1961, seu caráter sistêmico só foi aceito em 2003. Dados epidemiológicos ainda permanecem obscuros, tanto pela relativa novidade do diagnóstico quando pelo seu difícil reconhecimento, muitas vezes mimetizando infecc¸ões, neoplasias ou outras doenc¸as reumatológicas. Objetiva – se relatar caso de IgG4 – DR, enfatizando as principais particularidades da patologia. Descric¸ão do relato: Feminino, 31 anos, com histórico de rinossinusite e asma brônquica, apresenta – se com longa evoluc¸ão de tumefac¸ão periocular, proptose bilateral e lesão eritematosa em região malar esquerda, achados comprovados ao exame físico. Sem quaisquer outros sinais e sintomas. FAN e Fator Reumatoide negativos. Sorologias Virais não rea-